quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Poesia
A escrita e a música combinam-se
Em ritmos, sons, palavras e cores
Permitindo a interpretação dos sentimentos
E dando às emoções a beleza dos amores.
Os dias percorridos ao ritmo apressado
Onde nunca mais regressámos,
Pela impossibilidade de nunca mais aí podermos voltar,
Faz com que nunca mais sejamos aquilo que fomos.
Mas o tempo traz à vida Poesia!
E tudo gira à volta dela, se nela encontramos
O brilho de uma estrela que se cruza no nosso caminho
Júlia Fernandes, 18 de Novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Introspecção
Neste instante de profundo olhar
Reparo que o que está dentro de mim
Suporta o que acontece fora de mim.
Escuto o tempo e isento-o,
As palavras vagas e cheias de razão,
Passando como rios imensos que sempre correm,
Ou o canto dos pássaros em voo distante.
A doçura das almas que me tocam,
Semeada na aridez de terreno sem dono,
Surge no diálogo mudo com o sol.
Depois, encaminho a minha escrita, de nudez completa,
Para a lua, correctora isenta, que a devolve
Com palavras de luz e de sede
Caídas mortas no tempo de ninguém.
Julia Fernandes, 2009
Reparo que o que está dentro de mim
Suporta o que acontece fora de mim.
Escuto o tempo e isento-o,
As palavras vagas e cheias de razão,
Passando como rios imensos que sempre correm,
Ou o canto dos pássaros em voo distante.
A doçura das almas que me tocam,
Semeada na aridez de terreno sem dono,
Surge no diálogo mudo com o sol.
Depois, encaminho a minha escrita, de nudez completa,
Para a lua, correctora isenta, que a devolve
Com palavras de luz e de sede
Caídas mortas no tempo de ninguém.
Julia Fernandes, 2009
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Cega Paixão
Quando a cega paixão se debruça
Na janela longa da espera
Permanece aí sem medir o tempo.
Depois, quando a lucidez desperta
E a exaustão adormece
Emerge um turbilhão de incertezas
De momentos de escolhas:
- Viver na gaiola da vida?
- Partir como as andorinhas?
Nesses momentos de dilema
As lágrimas da alma escorrem
De mãos dadas, vazias e caem sem fim
Traçando o caminho da viagem sem regresso!
Nesse instante o tempo reclama a sua labuta
Lavando as marcas da alma queimada.
Aos Amigos
A amizade é um botão de rosa amarela
Que desabrocha num dia de Primavera,
Num gesto, num olhar, numa palavra -
- Um sinal de afecto, quando não se está só.
A amizade é caminhar mais além.
É manter a rosa amarela com pétalas aveludadas,
Luminosas como raios de Sol.
É semear o perfume dela no aconchego e na distância,
No cabo do mundo, quando é preciso.
É sentir a alma, intuir o pensamento de alguém,
No ruído da caminhada abrupta dos dias.
É oferecer a mão da verdade, da esperança,
Da luz e do amor que existe em nós.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A Poesia
A poesia faz a alma voar no horizonte,
Gritar, soltar a voz do peito de sentimentos mansos.
A poesia é a percepção da luz, do entendimento profundo
Do campo dos sonhos, da fantasia e da realidade.
A poesia regista a teia do destino, na noite e no dia,
Liberta-nos, nos dias de sombra, num voo distante.
A poesia é a metamorfose constante da alma,
O equilíbrio para quem quer viver acordado.
12.01.2009, Júlia Fernandes
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